16.7.14

Blackout - Epílogo

 
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Um ano depois…

– NERVOSA? – PERGUNTOU Joe, segurando a mão dela.

Demi olhou de seu ponto vantajoso no escritório de Wilmer para os convidados zanzando pela galeria. Tudo estava no lugar. Música. Bufê.

Convidados.

– Um pouco. Nunca planejei um casamento. Mesmo um extraoficial. Por quê? Você está nervoso?

Joe enfiou o dedo na gola da camisa do smoking.

– Não sou muito fã desta maldita roupa, e preferiria não ter que ficar parado diante de uma multidão, mas em geral estou bem.

Demi o olhou de cima a baixo, flertando com ele.

– Você fica muito bem arrumado desse jeito.

E aquela era uma distorção grosseira. Ele ficava de dar água na boca, delicioso de smoking.

– Posso querer que você use smoking com mais frequência.

O olhar dele era como água em superfície quente na pele dela, colocando seus hormônios em um frenesi. É claro, no caso de Joe não era necessário muito mais para estimulá-la.

– Eu preferiria que você se concentrasse em tirar meu smoking.

– Isso pode ser providenciado mais tarde. Acha que seus pais virão?

Joe deu de ombros com uma indiferença estudada.

– Espero que sim.

Ele ainda ficava tenso, ainda existia uma rigidez em Joe sempre que Denise ou Paul eram mencionados.

Mas os três haviam progredido, embora devagar, no último ano.

– Acho que eles se arrependem sinceramente pelo desastre que foi sua infância. Pelo menos estão tentando.

– Também estou. Acha mesmo que as pessoas podem mudar?

– Você conhece a resposta para isso. A única coisa que nos limita é o medo. Além, claro, dos obstáculos que estabelecemos para nós mesmos.

– Nosso relacionamento me ajudou a compreendê-los melhor. – Joe passou a mão no queixo. – Acho que mamãe e papai têm uma relação similar à nossa. Mesmo depois de 30 anos, ele ainda é loucamente apaixonado por ela.

Enfim, depois de um ano, Joe começava a acreditar, de verdade, no coração e na alma, que Demi o amava. Que ela não iria acordar e concluir que não existia conteúdo suficiente nele, ou que esse conteúdo era intragável.

Ele de fato fora para Savannah com ela alguns meses atrás para conhecer a família de Demi, depois que a poeira por seu noivado rompido baixou.

Foi um fim de semana interessante. Enquanto Wilmer, com sua personalidade extrovertida, os encantara, eles gostaram mais de Joe… Sobretudo depois de descobrirem a opção de sexual de Wilmer.

O pai de Demi declarara que Joe era um homem profundo. A irmã Dallas simplesmente o considerara estranho; porém, todos que não jogavam golfe ou não faziam parte do clube de jardinagem eram estranhos para ela, que vivia em um mundo microcósmico.

E Demi teve certeza de que Joe começava a ficar confortável com o relacionamento deles quando ele a convidou para ir à Inglaterra no outono para conhecer seus avós. Quem sabe? Em uma década ou algo assim, seu amor com fobia a relacionamentos poderia resolver fazer algo louco e impensado, como se casar.

– Falando em loucamente apaixonado… onde está o casal feliz em seu dia especial? – perguntou ela.

Joe sorriu.

– Richard estava nervoso, então Wilmer achou melhor ficarem a sós por uns minutinhos antes da cerimônia. – Ele ajeitou a gravata. – Uma cerimônia de casamento gay em uma galeria de arte… não é exatamente convencional. Achei que fossem escolher algo um pouco mais vanguardista do que smoking.

– Você quer uma guarnição para acompanhar esse chororô? De qualquer modo, Richard quis smokings, e Wilmer queria ter certeza de que tudo seria como Richard desejava. Acho doce da parte dele. Richard tem sido bom para Wilmer.

– Sem dúvida. Ele está mais atencioso do que nunca.

– E acho que é muito legal eles terem escolhido o aniversário do blackout para se casar.

– Muito sentimental. Muito comovente.

Demi deu um empurrãozinho no ombro dele.

– Não banque o idiota. – Ela sabia melhor que ninguém como, no fundo, Joe era um romântico sentimental.

– Mas eu sou tão bom nisso… – Ele sorriu, fazendo o coração dela vibrar e um calor florescer em seu baixo-ventre.

– Você é bom em muitas coisas – disse ela, e retribuiu o sorriso.

– Pare com isso. Não é adequado armar minha barraca com insinuações safadinhas antes da cerimônia.

– Você sabe como estragar a diversão de uma garota.

– Eu a compensarei depois, amor.

E compensaria… e um pouco mais.

– Sabe que dia é hoje, não sabe, Demi? Estamos juntos há um ano e temos negócios pendentes que precisamos resolver.

– Negócios?

Do que ele estava falando? E o timing dele deixava muito a desejar.

– Entreguei suas fotografias, mas você ainda precisa planejar minha festa.

– Você devia ter me cobrado – disse ela, a mente vagando por uma lista mental.

Será que o bufê pedira o champanhe extra que Wilmer requisitara? Droga! Ela achava que eles tinham respondido ao seu e-mail, mas não se lembrava de ter as garrafas extras.

– Não é hora de ficar discutindo, amor. Eu preciso que um evento seja planejado.

Os homens escolhiam os momentos mais estranhos para fazer as coisas.

Demi voltou a atenção para Joe.

– Que tipo de evento?

Joe não era do tipo festeiro. Ele poderia muito bem receber o título de “Menos Provável de Comparecer a uma Festa” no anuário do colégio.

– Algo muito similar a isto. Só que talvez um pouco mais refinado. Talvez em uma igreja, e depois uma festa para dançar.

Ele estava mesmo dizendo o que ela achava que ele estava dizendo? O coração de Demi pareceu falhar. Talvez o timing dele fosse impecável, afinal.

– Está falando de um casamento e de uma recepção?

Ele estalou os dedos.

– É isso.

– Tem certeza? Dá muito trabalho, caso você pense em mudar de ideia depois.

– Nunca estive tão certo de algo em toda minha vida.

– Presumo que tenha alguém em mente.

– Para falar a verdade, há uma criatura encantadora que tem me fascinado completamente…

– E você já pediu a mão dela?

– Estou providenciando. – Joe segurou a mão dela e se abaixou sobre um joelho. – Demetria Devonne Lovato, quer se casar comigo?

Ela sempre achara meio pateta quando os homens se ajoelhavam, nos filmes. Mas não. Era doce e terno; e se Joe a fizesse chorar e seu rímel borrasse, ela o mataria.

– Eu adoraria, Joseph Adam Jonas.

Ele enfiou a mão no bolso e pegou uma caixinha de veludo.

– Eu ficaria honrado se você usasse meu anel.

Ai, meu Deus. Ele estava fazendo certinho. Joe abriu a caixa e pegou uma joia com diamante em forma de gota.

– Gostou? – perguntou ele.

– Não. Eu amei.

Ele deslizou o anel no dedo dela.

– É lindo. – Demi ficou mexendo a mão, captando a luz nas inúmeras facetas da pedra.

Podem me chamar de cafona, tola, superficial e/ou materialista, mas eu sempre quis um anel imenso, e meu amor me deu um.

– É um diamante.

– É maior que o diamante da sua irmã?

Ela sorriu para ele.

– Sim. Isto vai cegá-la.

– E é maior que o de Wilmer?

Demi presumia que eles ainda estivessem falando do diamante.

– Muito maior que o de Wilmer. Deve ter custado uma fortuna.

Joe a abraçou e lhe deu um beijo doce na têmpora.

– Você merece, amor. E, de qualquer forma, foi um dinheiro fácil. Vendi algumas daquelas fotos suas no banheiro para um site pornográfico.

Demi sorriu para o senso de humor perverso e distorcido dele e passou o abraço por seu pescoço.

O clique inconfundível de uma câmera soou. Demi e Joe olharam em direção ao som no instante em que Richard tirou outra foto.

– Agora que já captei o final feliz, acham que podemos ir logo com este casamento? – perguntou Richard com um sorriso tenso.

Demi achou graça e não o corrigiu. Aquele não era um final feliz… era apenas o começo.
 
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OIIIIII EU ESTOU TÃO FELIZ QUE EU TENHO QUE FALAR EM CAPS LOCK!!!! HOJE FIZ MINHA PROVA FINAL E TIPO, EU PRECISAVA TIRAR 7 E CONSEGUI TIRAR 8 :D :D :D
DEPOIS EU POSTO A SINOPSE DA NOVA MINI-FIC!!!!
BEIJOOOS <3

3 comentários:

  1. CONGRATSSSSS GIRL!!!!! ANSIOSA PRA NOVA FIC

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  2. Aí que tudo! Você merece, parabéns!
    Essa fic ficou tão perfeita! Gente eu simplesmente amei u.u
    E como esse Joe é lindo, fofo e romântico. Quero um pra mim!
    Começa a outra!!
    Fabíola Barboza :*

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